Atividades realizadas

Na Sala Oracular, trabalho com os seguintes serviços:

  • Quiroanálise
  • Numerologia
  • Tarô, búzios e runas
  • Curso de análise das cartas: “Porque as cartas funcionam?”
  • Leitura mítica de seu mapa astral
  • Benzimentos com arruda e pétalas…

Dentre os tarôs que trabalho, cito o tarô cigano, o tarô mitológico, o tarô de Waite e o tarô dos orixás, utilizando de técnicas específicas para cada um deles. Em um primeiro momento da consulta, sou totalmente intuitiva e digo o que meu ser oracular enxerga diante de cada indivíduo. Logo em seguida, uso técnicas para analisar uma questão colocada.

Defendo a ideia de que a mântica é perfeitamente possível, já que  somos parte de um todo. O universo se pronuncia de vários modos e um deles é através dos arquétipos.

A Quiroanálise, por sua vez, é um modo de visualizar a pessoa de acordo com as linhas de sua mão. A mão ativa, aquela que você escreve, diz muito sobre o seu momento presente. O que mais me fascina nas mãos é que para além das linhas e pontos específicos, a mão também apresenta montes planetários – percebo, assim, a importância do mito contido em cada planeta e só então faço o que denomino leitura mítica”.

Para mim, o mundo Oracular é impressionante: Os Búzios jogados por mim tem a cor e voz de minha ancestralidade. O momento mais especial é a procura pelos benzimentos. A arruda é a mais procurada: tem uma associação com proteção, amuleto e uma crença de que ela afasta males.

Benzimentos com Arruda

Que erva é mais cheirosa e delicada que a Arruda? Muitas culturas a usavam como protetora. A missão de benzer é uma herança familiar. Benzer como ato de tornar “bento” o outro é sim, para mim, uma missão. É o único rito não cobrado. O benzido deixa a gratificação que quiser. No Brasil, a arruda foi associada aos rituais africanos. Na época colonial, Jean De Bret em sua pintura Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil retrata, entre outras coisas, o comércio da arruda (realizado pelos negros africanos) que era vendida como amuleto para trazer sorte e proteção. Era usada sempre presa as pregas dos turbantes. Mulheres portuguesas também faziam uso, escondendo a erva entre os seios.

A arruda é protagonista de várias histórias: Na Idade Média já era usada como amuleto para afastar o mal. Willian Shakespeare, em sua obra Hamlet, escreve:

Hamlet diz à rainha, Ofélia – Eis a arruda para vós e também para mim, poderemos domingo tomá-la e chamá-la Erva da Graça, usareis vosso ramo de arruda com diferença…

Fazendo assim alusão à “erva sagrada dos domingos”.

Há também relatos que tanto Michelangelo quanto Leonardo da Vinci, usaram os poderes metafísicos da arruda para melhorias em seus trabalhos criativos.